"O imaginário não é a irrealidade. Todo imaginário está destinado a criar o seu mundo. Cuidar do imaginário não é, portanto, um dever separado da política, é o foco da ação contemporânea."

PETER PÁL PELBART



19 de março de 2009

Matéria sobre o Movimento no site Aplauso Brasil

Teatro de Grupo curitibano ganha destaque no Festival de Curitiba

CURITIBA – Para sua 18ª edição, o Festival de Curitiba reservou um espaço de destaque para contemplar a arte teatral dos grupos de teatro locais. Além de um stand montado no Memorial de Curitiba, local-sede do Festival, para divulgarem suas ações, as companhias curitibanas terão um jornal com foco em teatro de grupo.


Cerca de 13 companhias curitibanas formam esse Movimento de Teatro de Grupo do Festival, entre elas, as companhias ACT - Ateliê de Criação Teatral, A Armadilha Cia de Teatro, Alameda Cia Teatral, Ator Cômico, CiaSenhas de Teatro, Companhia Brasileira de Teatro, Companhia Silenciosa, Grupo Antropofocus™, Obragem Teatro e Cia, Pausa Companhia, Vigor Mortis, Rainha de 2 Cabeças e Grupo Processo.

As companhias criaram um blog – movimentodeteatrodegrupo.blogspot.com – para divulgar seus trabalhos e idéias.

Em entrevista a Michel Fernandes, o ator, diretor e dramaturgo César Almeida, da companhia Rainha de 2 Cabeças, que dia 21, a partir das 22h, lança o segundo volume de seus textos teatrais no Café do Teatro fala sobre o Movimento de Teatro de Grupo do Festival.

Michel Fernandes - O que você acha dessa iniciativa do Festival?

César Almeida - Bem, é uma maneira das pessoas se encontrarem e conversarem sobre teatro, coisa bem difícil nos dias de hoje, com esse excesso de produções comerciais.

Michel Fernandes - Qual a importância disso para o teatro de grupo curitibano?

César Almeida - Acho que isso contribui para a reflexão sobre nossos trabalhos, através da críticas de quem faz o teatro com a preocupação de trazer algo novo pra encenação curitibana. Troca de contatos e maior coerência na produção artística atual.

Michel Fernandes - Quais as expectativas de vocês? Há união entre os diversos grupos curitibanos ou o clima é de isolamento?

César Almeida - Esse movimento é a prova de que precisamos nos unir pra discutir a própria produção, ações e políticas culturais, pois o isolamento acaba sendo prejudicial a todos os grupos e ao público também.

Michel Fernandes - Você crê que o projeto vai unir os grupos daí?

César Almeida - De alguma forma há uma troca de informações e idéias, que favorece a autocrítica e refletirá na produção futura. Mas acho que cada companhia tem sua identidade e isso é inalterável. O clima de discussão, de intercâmbio de idéias é muito bom, muito saudável.

0 comentários: