"O imaginário não é a irrealidade. Todo imaginário está destinado a criar o seu mundo. Cuidar do imaginário não é, portanto, um dever separado da política, é o foco da ação contemporânea."

PETER PÁL PELBART



11 de abril de 2011

Cerca de 200 mil pessoas passam pelo Festival de Curitiba







As atrizes Mariana Blanco (à esq.) e Marina Arthuzzi em cena da peça "Sobre Dinossauros Galinhas e Dragões" - foto Lenise Pinheiro

GUSTAVO FIORATTI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A mostra paralela do Festival de Curitiba, o Fringe, ainda acontece em clima de loteria, com mais de 300 espetáculos de todas as regiões do país. Só que, nesta edição do evento que foi encerrado ontem, o espectador teve mais chances de apostar nos números certos.

O crescimento de curadorias dentro da programação deu norte para os cerca de 200 mil espectadores que passaram pelo festival. Oito mostras se firmaram como pontos de encontro. Duas delas foram organizadas pelo próprio festival; outras seis partiram da iniciativa de artistas da capital paranaense.

"Murro em Ponta de Faca", um das peças principais desta edição, com direção de Paulo José, foi apresentada dentro da mostra Novela de Todos os Cantos.

"Oxigênio", da Companhia Brasileira de Teatro, destacou-se na programação de Na Companhia de.... E, com menos êxito de público, a mostra Conexão Roosevelt apresentou artistas do circuito praça Roosevelt, da cidade de São Paulo.

REFERÊNCIAS AO TRASH

Também houve um lado B interessante, dentro do próprio Fringe. A companhia Acruel, por exemplo, confinou a plateia em um cubo de acrílico, com lotação para 20 pessoas, em uma praça no centro da cidade.

Lá dentro, uma voz orientava os espectadores a observar a representação no espaço público, com um desfecho delirante, em que o elenco dançava a coreografia do filme "Dirty Dance" ao som do hit "The Time Of My Life".

As referências ao universo pop dos enlatados e dos ícones trash dos anos 80 saltaram de todos os cantos.

Foi o caso, por exemplo, da colagem de textos do espetáculo "Sobre Dinossauros, Galinhas e Dragões", espécie de comédia em tom existencial, em que uma das três atrizes da companhia mineira Primeira Campainha implorava para a Xuxa: "...me leva na sua nave".

AO GOSTO DO PÚBLICO

"Achei a programação do Fringe, neste ano, muito mais interessante do que a da mostra oficial", disse a cientista política Milena Buzzetti, 26, ao deixar uma sessão lotada da mostra Novos Repertórios, que reuniu companhias curitibanas.

Buzzetti se encaixa na principal fatia de público do festival. Segundo pesquisa da Secretaria de Turismo de Curitiba, o evento é mais frequentado por mulheres jovens, com superior completo e incompleto.

Os resultados animaram alguns curadores. Segundo o dramaturgo e diretor Marcos Damaceno, organizador da Mostra Outros Lugares, pensa-se na possibilidade de levar os projetos curatoriais para outras cidades. "Tivemos resultados muito felizes, principalmente de público, e estamos discutindo a ida para São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte", afirma.

O jornalista GUSTAVO FIORATTI viajou a convite do festival

2 comentários:

Rafael Castellar das Neves disse...

Olá!

Gostaria de entrar em contato com vocês do grupo. Há algum email para o qual posso escrever?

Obrigado,

Rafael

Mariana disse...

Eu nunca tive a oportunidade de assistir ao Festival de Curitiba, porque sempre estou ocupada trabalhando em dermatologia em curitiba.
O próximo ano tenho muita vontade de assistir porque as minhas amigas foram e gostaram muito.